DESENHOS SÃO PARA A GENTE FOLHEAR, SÃO PARA SEREM LIDOS QUE NEM POESIAS, SÃO HAICAIS, SÃO RUBAES, SÃO QUADRINHAS E SONETOS.
Mário de Andrade, "Do desenho"

28 de fev de 2009

O mistério de Picasso

Nestes últimos meses tive a oportunidade de assistir ao documentário frânces “Le Mystère Picasso” e fiquei realmente de queixo caído com a espontaneidade, os traços rápidos, e a genialidade de um dos maiores nomes da arte moderna. Neste documentário, rodado em 1955 pelo diretor Henri-Georges Clouzot e traduzido para o nosso idioma como “O mistério de Picasso”, o grande mestre catalão, Pablo Diego José Francisco de Paula Juan Nepomuceno Maria de los Remédios Cipriano de la Santíssima Trinidad Ruiz y Picasso (1881 – 1973), realiza uma série de desenhos e pinturas diante das câmeras, seu temperamento e as incríveis mutações de seus desenhos nos fazem ficar pasmos. Picasso além de ser filmado em momentos únicos como o toque do pincel na tela e o preparo de pigmentos, utiliza também uma tinta diferenciada que faz com que o diretor filme o lado inverso da tela, dando-nos o efeito de animação e da técnica de stop-motion.

Uma curiosidade deste filme é que após a finalização do trabalho todas as telas e desenhos produzidas durante as filmagens foram destruídas, de acordo com o contrato feito entre Picasso e o diretor.

Vai aqui no Desígnio & etc um pequeno trecho desta obra cinematográfica indispensável para artistas, estudantes e apreciadores de arte.



Itamar e o Homem Polvo

Nada como começar este blog sobre desenho, cultura e arte juntando duas linguagens (música e desenho) de forma tão interessante. Neste vídeo denominado “Homem Polvo” aparece desenhos do artista maldito mais bendito de todos: Itamar Assumpção (1949 - 2003), grande ícone da música paulistana. Usando como suporte folhas de caderno Itamar esbanja linhas espirais em rostos e formas humanas de maneira muito particular. Desenhos do artista podem ser encontrados em alguns de seus discos como no encarte de “Pretobrás” de 1998 e no póstumo “Isso vai dar repercussão” de 2004, que é uma belíssima parceria com o percussionista Naná Vasconcelos.